Falar sobre dinheiro é o melhor remédio

É de extrema importância falar sobre dinheiro em família. Com o diálogo adequado, dívidas poderiam ser solucionadas, sonhos realizados e metas alcançadas. Sem ele, os problemas se acumulam, as mágoas crescem e as pessoas se afastam. Evite desfechos infelizes. Veja a seguir algumas dicas para tocar no assunto e manter a harmonia no seu lar.

1. Escolha bem a hora

Não é boa ideia aproveitar o intervalo da novela, final do campeonato ou passeio no shopping para abrir o jogo sobre uma decisão que tomou, perguntar sobre os gastos do parceiro ou planejar a realização do próximo sonho em família. O assunto é sério e pede tranquilidade, por isso, escolha um momento em que todos os envolvidos estejam presentes, sem distrações ou preocupações extras. Se tiver filhos pequenos, peça a algum parente ou amigo para cuidar deles enquanto conversam.

2. Crie uma rotina

Uma boa maneira de evitar que os problemas se acumulem é agendar um horário semanalmente para mostrar as contas, relembrar as prioridades, planejar os sonhos e corrigir as rotas quando necessário. Que tal uma reunião toda segunda-feira à noite? Reúna documentos, planilhas, aplicativos e chame todos para acompanhar, juntos, o controle financeiro da família.

3. Sonhe junto

Convide a família para sonhar. Separe uma cartolina e uma caneta piloto para essa conversa. Pergunte a cada um o que gostaria de realizar dentro de certo período (seis meses, um ano, cinco anos, etc.) e anote os sonhos na cartolina. Faça um esforço para encontrar sonhos, metas e interesses comuns. Depois, procure criar um consenso para colocar os sonhos em ordem de prioridade, definindo o que terá foco primeiro, o que virá depois e assim por diante. Calcule quanto cada sonho custará na ferramenta Simulador de Sonhos e monte um plano com a ajuda de todos. Quando a família toda se compromete, a realização ganha velocidade.

4. Escute com atenção

Não adianta propor um diálogo se você não estiver aberto a ouvir as opiniões dos outros. Antes de criticar ou reprovar, faça um breve silêncio. Conte até três para processar o ponto de vista da outra pessoa, sem julgar. Depois, tente entender porque ela pensa diferente de você, como ela acha que tal ideia poderá contribuir com a família e quais são os motivos dela. Pergunte “Por que pensa assim? Como se sente sobre isso?” e ouça com atenção.

5. Fale a partir de você

Não acuse, culpe ou responsabilize o outro. Apresente suas preocupações, receios e propostas a partir de você. Em vez de dizer “você não liga para nossas prioridades”, experimente “eu não entendo quando você age desta forma”. Evite apontar o dedo para a outra pessoa e abuse das expressões “eu sinto”, “eu me preocupo” ou “eu tenho receio”. Quando você fala a partir dos seus sentimentos, o outro não se sentirá acuado ou agredido e tentará se aproximar de você.

6. Surgiu um imprevisto? Reunião de emergência!

Uma pessoa da família precisa de ajuda, o carro quebrou, alguém perdeu o emprego? No desespero, tomamos decisões sem pensar e, às vezes, bastaria compartilhar o problema com a pessoa mais próxima para evitar uma situação mais grave ainda. Por isso, antes de sair tomando decisões sozinho, reúna a família (pode ser até por Whattsapp), comunique o fato e peça a todos para dar ideias de como solucionar a situação. Depois, com calma, pesquise as alternativas, justifique a decisão escolhida e veja se há acordo sobre ela. Só então, parta para a ação, contando com o apoio de todos.

Fonte: Meu Bolso em Dia

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